RELATO SOBRE A MORTE DE ESTELITA GUERRA DE MACEDO

Julio Borges Filho

A notícia

Eu e Gil estávamos numa reunião de oração de nossa igreja, das 12 às 13 horas, na quinta feira 16/08/2012 e, só lá pelas 14 horas chegamos em casa. Juliene, nossa primogênita, nos recebeu com a triste notícia dizendo que Alvimar telefonou comunicando a morte e Lucas queria falar comigo. Fiquei em estado de choque sem querer acreditar, mas telefonei primeiro para Alvimar para tomar melhor conhecimento do acidente automobilístico que a vitimou e, só depois, telefonei pra Lucas. Ele chorou e depois disse-me que queria que eu fosse com ele e Polyana para Teresina, e depois para Curimatá com os corpos de Estelita e Lívia. Estava ainda a procura de passagens aéreas. Logo depois me confirmou o voo para às 22:30 hs, pela Gol. Gil e Juliene me acompanharam ao Aeroporto de Brasília, e lá encontramos Lucas, Renata, Polyana, Raimundo, Tadeu e Tiago (tios paternos deles). Viajaríamos juntos e todos estavam em paz diante de tão grande dor. Deus estava presente. Colhi deles imagens da mãe e sogra enquanto lanchavam.

No voo para Teresina surgiu a imagem de minha irmã caçula sorrindo e veio-me enchendo-me de saudade e, rapidamente, escrevi a poesia “Canta, Estelita”. A minha impressão era de que ela não havia morrido. Em seguida pregarei o sermão “Um cântico de vitória”, inspirado no texto bíblico predileto dela (Romanos 8:31-39) e em sua preciosa vida. Ao chegarmos no aeroporto de Teresina, às 0:50 h do dia 17 de agosto, lá estavam Osimar e Eliete, Nilce e Paulo, Raphael e Stela, e ainda o pastor Raimundo Carvalho e a esposa Rosilene para nos receber. De lá fomos direto para a Funerária PazUnião ficando lá até às 3 hs. Dormi na casa do Pr. Raimundo Carvalho e às 05:30 hs já estávamos de pé porque às 6 hs teríamos de estar de novo na funerária para de lá ir para o aeroporto acompanhando os corpos.

O desastre

Na funerária vi o que sobrou dos corpos totalmente carbonizados. Comovi-me com o irmão do motorista morto muito consternado. Ultimamos os preparativos, escolhemos os caixões de criança para conterem os restos mortais e caberem num avião Sêneca. Lá conhecemos o Secretário de Transportes do Governo do Piauí, Avelino Neiva. Prestativo, arranjou tudo: dois aviões (um para os corpos e outro para mim, Raphael e Stela), e duas caminhonetes para transportes de Lucas e Polyana e familiares até Curimatá. Lá também foi decidido que o culto seria às 19:30 horas do dia 17, seguido do velório noturno e, no dia seguinte o sepultamente seria às 08 horas no Mausoléu da Família na Fazenda Boa Vista.

O desastre aconteceu por volta das 20 hs do dia 15 de agosto em Itaueiras, perto de Floriano. A estrada é ondulada com descidas e subidas sucessivas, o que facilitou o trágico acidente. O motorista deveria vir em alta velocidade e havia um boi morto na pista. Quando ele o viu não teve tempo de desviar-se dele. O choque foi violento desgovernando a EcoSport do Laboratório que financia o Projeto sobre a Doença de Fabry do qual Estelita e Lívia faziam parte, chocou se violentamente com uma carreta que vinha no sentido contrário, virando-a, e saiu rolando várias vezes já em chamas.

O governador do Piauí, Wilson Martins, deu toda assistência possível colocando o laboratório do Estado e o IML à disposição para identificação dos corpos, o que foi feito no mesmo dia de modo prático. O motorista tinha um crucifixo de metal no pescoço e foi logo identificado. Os corpos das mulheres foram identificados assim: o tórax maior seria de Estelita e o menor de Lívia. Ademais o maior teria vindo ao lado do motorista e o menor no banco traseiro do carro.

A recepção em Curimatá

Saímos de Teresina (Eu, Raphael e Stela) às 08 horas do dia 17 no pequeno avião dirigido por dois pilotos. A viagem durou duas horas. Contemplamos de cima a sequidão da terra pela longa seca nordestina, e emocionei-me vendo a cidade natal do alto com seus morros e serras. Mas a emoção maior foi ver muita gente no aeroporto chorando e nos abraçando. Chorei copiosamente. O avião com o que restou dos corpos chegou 15 minutos depois. Raphael e Stela foram para casa, e eu acompanhei os corpos carregados em duas caminhonetes. O de Estelita na própria caminhonete dela dirigida pelo amigo João Barriga. Na Funerária, em frente do hospital, os pequenos caixões foram depositados dentro de caixões grandes e bem identificados: No de Estelita havia uma Bíblia e no do Lívia, uma cruz. Edna e outras pessoas haviam cuidado de tudo.

Depois recebi o pedido de uma funcionária do Hospital Julio Borges de Macedo para que os corpos permaneçam por pouco tempo na entrada onde dois bancos estavam preparados para recebê-los. Achei o pedido simbólico e a enfermeira-chefe falou expressando os sentimentos de todos e recitamos o Pai Nosso. Agradeci a homenagem lembrando que ambas se doaram ali e que o hospital tinha o nome de nosso saudoso pai. De lá nos dirigimos ao Centro Social Lucas Doca Seixas que já estava completamente lotado. Houve muito choro e muitos abraços. Já passava das 11 horas e eu entrei no casarão da família com a emoção à flor da pele. Tomei um bando na suíte da frente, e fui ultimar os preparativos para o culto e para o sepultamento ao mesmo tempo que recebia os pesamos de muitas pessoas conhecidas, inclusive o do Padre Adairton e do Deputado Estadual Gustavo Neiva, filho de Avelino Neiva. Este me disse que tinha uma grande dívida de gratidão com Estelita por ela ter coordenado a campanha eleitoral do filho no sul do Estado.

A chegada de familiares

Arlindo e Zuza, nossos vizinhos e amigos, queriam orientação sobre o que fazer no Mausoléu da Família para poder enterrar os restos mortais de Estelita. Arlindo já tinha um plano e o expôs. Disse-lhe que Delile, nosso irmão mais velho, deveria estar chegando para o almoço e que ele cuidaria disso e eu me ocuparia do culto à noite. Logo depois Delile, Alvimar, Marco Antonio e Bertrand chegaram de Brasília. Delile procurou Arlindo após uma rápida visita aos corpos no Centro Social. E, imediatamente, foi com Arlindo à Boa Vista. Escolheram o local apropriado ao lado do túmulo de mamãe, e os trabalhadores começaram o trabalho que virou o dia e a noite. Tiveram de improvisar uma extensão para conduzir energia elétrica da casa de vovó que fica a uns 200 metros do mausoléu. Finalmente almoçamos.

À tarde chegaram a caravana de Teresina: Osimar, Eliete, Carla, Andréia/Francisco, Nilce e Paulo, Lucas Jr e Renata, Polyana e Raimundo, Tadeu e Tiago. À tardinha chegaram Lair, Juninho e Frederico. No Boletim Especial há o registro de todos os presentes. Julinho e João Pedro, filhos de Alírio e Eveline, chegaram no dia seguinte após o sepultamento.

As celebrações

  1. A sessão solene da Câmara de Vereadores de Curimatá às 18:20 horas do dia 17 de agosto. Os vereadores com a presença do prefeito de ex-prefeitos de Curimatá prestaram homenagem a Estelita e Lívia. Muitos discursos de vereadores, do prefeito e de dois ex-prefeitos Dr. Wilson Granjeiro e Valdecy Jr. O prefeito Reidan elogiou muito nossa irmã pelo que fez por Curimatá dizendo que a cidade se sentia órfã; Wilson expressou sua gratidão pelo que Estelita fez por ele, debitando a ela, inclusive, o fato de ter sido prefeito de Curimatá. Valdecy Jr nos surpreendeu com o melhor discurso da sessão solene. Bem elaborado, ele reconheceu que Estelita foi a melhor prefeita de Curimatá. Elogiou-a, segundo ele, de cátedra, por foi seu adversário político. Solicitei a ele uma cópia da sessão com todos os pronunciamentos para registro histórico. A sessão começou com o cântico do Hino Nacional Brasileiro e terminou com o Hino de Curimatá cuja letra é de papai e Cândido Guerra e música de Severiana Vargas. Senti falta do Hino do Piauí.

  1. O culto de gratidão, às 19:30 horas, teve a duração de uma hora e meia. O centro social estava totalmente lotado assim como o quintal e a frente do prédio. A cidade em peso compareceu. Eis a ordem do culto que confortou a todos:

  1. Palavra de acolhida Pr Ramon Torres

  2. Saudação da família Dr. Delile Guerra de Macedo

  3. Introito bíblico: Romanos 8:31-39 Polyana

  4. Hino 375 CC “Segurança” todos

  5. Oração de louvor

  6. Palavra do Pres. da CBPI, Pr. Raimundo Carvalho

  7. Palavras de gratidão: Dr. Lucas Jr e Dra. Lair Macedo

  8. Grupo musical da IB de Corrente

  9. Hino predileto: “Tu és fiel, Senhor” todos

  10. Homenagem dos funcionários do Hospital Julio B.de Macedo

  11. Solo “Há um lugar” Nívea Gama Torres

  12. Sermão: “Um cântico de vitória” – Romanos 8:31-39

Pr. Julio Borges de Macedo Filho

  1. Hino 108 CC “Chamada final” todos

  2. Oração de gratidão – Pr. Vilmar, da IB de Corrente

  3. Bênção Apostólica – Pr. Plínio Nunes, da IB de Avelino Lopes

  4. Vídeo: Homenagem da 1ª Igreja Batista de Curimatá

  1. O Velório durou toda a noite e só às altas horas da madrugada o povo saiu, mas ficou sempre um grupo numeroso até ao amanhecer. Às 07 horas o Centro Social já estava de novo lotado.

  1. Sepultamentos

  1. O de Lívia Alves Rocha aconteceu às 07:30 horas no Cemitério de Curimatá. Eu pronunciei algumas palavras sobre o significado do sepultamente dizendo que a vida tem a última palavra e não a morte e pedi as consolações de Deus sobre a família dela. Recitamos o Pai Nosso e os restos mortais foi sepultado com muitas flores depositadas sobre o caixão. Muita gente de Curimatá estava presente ali.

  2. O de Estelita Guerra de Macedo – Saímos do Centro Social Lucas Doca Seixas às 08:30 horas. Os carros tomaram totalmente a Rua Hilário Nascimento. Seguiram o carro funerário em procissão até a Boa Vista seguidos de muitas motos. Às 09 horas, em frente, ao Mausoléu da Família, tivemos uma rápida cerimônia com a seguinte ordem: a) Palavra de Lucas Jr, o filho mais velho dela, sobre a importância da mãe e de sua fé em Jesus Cristo; b) Delile, o chefe de nossa grande família, falou da importância daquele lugar sagrado e das pessoas ali sepultadas, entre elas, vovó, papai e mamãe, e da importância de Estelita para Curimatá; c) Antonio Henrique Dias (Bizoga), representante de Aroeiras-BA e grande amigo de mamãe e de Estelita, falou da amizade com a família numa época preconceituosa (ele é negro), fez uma exortação a Raphael, e cantou um belíssimo hino sobre o Céu fazendo todos cantar o refrão “Santo, Santo, Santo…”; d) O Pastor Ramon Torres, da Primeira Igreja Batista de Curimatá, fez a oração final; e) o sepultamento se deu ao som do hino 398 CC “Sou Feliz com Jesus” perante a família e autoridades presentes. Estavam presentes o prefeito e ex-prefeitos de Curimatá, vereadores, dois deputados federais (Paes Landin e Marcelo Castro) e um deputado estadual (Gustavo Neiva), além de representantes políticos das cidades vizinhas (Corrente, Parnaguá, Avelino Lopes, Julio Borges, Redenção, Bom Jesus e Gilbués). O povo, tanto antes quanto depois do sepultamente, entrou no Mausoléu para conhecê-lo e reverenciar o túmulo de mamãe e a sepultura de Estelita.

  1. As despedidas e as viagens de volta – Após o jantar do sábado 18, começaram as despedidas porque no dia seguinte, cedinho, começava o retorno de todas às suas cidades. Os netos presentes comunicaram-me uma importante decisão: reunir a família em Curimatá no Carnaval de 2013 com filhos, netos e bisnetos que puderem ir. Delile, Alvimar, Marco Antonio e Bertrand foram os primeiros a retornar de carro a Brasília; Eu, Lair, Juninho, Julinho e João Pedro saímos em dois carros às 05 horas para Brasília. Osimar, Eliete, Carla, Andréia e Francisco, Paulo e Nilce saíram também às 05 horas para Teresina. Lucas Jr e Renata, Polyana e Raimundo, e Tadeu e Tiago planejavam viajarem um pouco mais tarde indo em dois carros para Barreiras onde pegariam um avião da Passaredo para Brasília e Recife. Ficaram em Curimatá apenas Raphael e Stela acompanhados de Frederico (Feféu) que resolver permanecer por mais uns dias. Em nossa viagem de volta a Brasília aconteceu um acidente sui gêneris que nos atrasou uma hora após Formosa onde tomamos o café da manhã. Uma queimada à beira da estrada provocou a queda de um grande espinheiro sobre a rodovia interrompendo o trânsito de veículos. Isso aconteceu logo após a passagem de Delile e Alvimar e Julinho e João Pedro. À nossa frente estava apenas um caminhão, mas logo uma fila imensa se fez dos dois lados da pista. Juninho liderou a liberação da rodovia puxando e quebrando galhos da imensa árvore e logo muitos ajudaram. Um galho quebrou e ele teve uma cambalhota digna de um atleta olímpico. Levantou-se em plena forma sem sofrer nada. Apareceu alguém com um facão e depois dois machados. Em pouco tempo a estrada foi liberada. Impressionou-me um senhor de 70 anos manobrando um machado com maestria. Seguimos viagem, almoçamos no Posto Rosário e chegamos a Brasília às 18:45 horas.

  1. Final – Acho que Estelita falou na morte ainda mais do que na vida provocando a união de uma cidade para homenageá-la reconhecendo-a como a maior líder de sua história. Um vereador de Curimatá rogou para que nossa família não os abandonasse e isso nos emocionou muitíssimo. Podemos dizer como o salmista disse de Jerusalém no salmo 137: “Se eu te esquecer, ó Curimatá, que se resseque a minha mão direita.” Vamos retornar no Carnaval do próximo ano numa reunião coordenada pela quarta geração, a dos netos de nossos pais. Que as consolações de Deus caiam copiosamente sobre nossos corações enlutados, especialmente sobre os filhos, noras, genro e netos de nossa amada irmã.

Brasília, 21 de agosto de 2012.

Julio Borges de Macedo Filho

Júlio Borges de Macedo Filho

Sobre Júlio Borges de Macedo Filho

PASTOR JULIO BORGES DE MACEDO FILHO Piauiense de Curimatá, 72 anos com 48 de pastorado, filho de Julio Borges de Macedo e Arquimínia Guerra de Macedo, é o sétimo filho de uma família de onze irmãos. Casou-se, há 48 anos no dia de sua ordenação ao ministério pastoral, com a professora Gislene Rodrigues Lemos de Macedo e tiveram quatro filhos: Juliene, Jusiel (falecido), Julinho e Julian. Agora Deus lhe deu a primeira neta chamada Sarah, de apenas 8 anos. Concluiu o curso de Bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, em Recife. Formou-se em 1969 e foi ordenado ao ministério pastoral no dia 22 de fevereiro do mesmo ano. Pastoreou as seguintes igrejas: Igreja Batista do Rio Largo – AL (1969 a 1972), Primeira Igreja Evangélica Batista de Teresina – PI (1972 a 1978), Primeira Igreja Batista de Ilhéus – BA (1978 a 1979), Terceira Igreja Batista do Plano Piloto – Brasília (1979 a 1989), Igreja Batista Noroeste de Brasília (interinamente em 1985), Primeira Igreja Batista de Curimatá – PI (interinamente em 2000), e desde 1989, a Igreja Cristã de Brasília. Tomou a iniciativa para a organização das seguintes igrejas: Primeira Igreja Batista de Picos –PI, Igreja Batista do Lago Norte – Brasília, Igreja Batista Noroeste de Brasília (hoje, Igreja Batista Viva Esperança), e a Igreja Cristã de Brasília. Ordenou cerca de 20 pastores e uma pastora, consagrou dezenas de diáconos e diaconisas por onde passou, e celebrou mais de 500 casamentos. É considerando no Distrito Federal um pastor de pastores. Líder denominacional foi presidente da Convenção Batista Alagoana, da Convenção Batista do DF (três vezes), do Conselho de Pastores Evangélicos dos DF (duas vezes); participou de vários organismos batistas como o Conselho de Planejamento e Coordenação da Convenção Batista Brasileira, das juntas administrativas do Seminário Teológico Batista Equatorial e do Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil; e por 20 anos foi professor da Faculdade Teológica Batista de Brasília ensinando as seguintes disciplinas: Estudos de problemas brasileiros, ética cristã, teologia pastoral, teologia contemporânea, ministério urbano, teologia bíblica do Antigo Testamento, e homilética. Como teólogo produziu muitos artigos, teses, e palestras nos mais diferentes lugares, e participou de muitos congressos, seminários, fóruns, retiros, entre eles o Congresso Internacional Lousane II realizado em Manila, Filipinas em 1989. Foi orador de várias assembléias convencionais, e pregou em muitos congressos e igrejas por todo o Brasil. Como poeta e escritor já gestou e publicou cinco livros (Missão da Igreja e responsabilidade social, Voando nas asas da fé, Um sonho coberto de rosas, Suave perfume, e Uma grande mulher), tem quatro prontos para publicação, e está grávidos de mais dez livros que espera escrever e publicar nos próximos oito anos. Na área política assessorou deputado Wasny de Roure, por muitos anos, tanta na CLDF como na Câmara dos Deputados; assessorou por pouco tempo os deputados distritais Peniel Pacheco e Arlete Sampaio; o Ministro da Educação, Cristovam Buarque, como chefe da Assessoria Parlamentar do MEC, e depois assessor parlamentar do Senador Cristovam Buarque. Nesta área produziu muitos escritos sobre os evangélicos e a política, fez inúmeras palestras, promoveu muitos seminários, e foi fundador e coordenador de vários fóruns, entre eles o Fórum Político Religioso do PT, o Fórum Religioso de Diálogo com GDF, o Fórum Cristão do PT Chegou a Brasília em junho de 1969 e, desde então, a elegeu como sua cidade do coração. Agora, aposentado, deseja dedicar-se a apenas duas atividades essenciais: pastorear graciosamente a Igreja Cristã de Brasília e Brasília, e escrever apaixonadamente. Sua grande ênfase ministerial tem sido o amor cristão, a graça maravilhosa de Deus revelada em Jesus Cristo, a responsabilidade social das igrejas e dos cristãos, e o ministério urbano da igreja.