A CEIA DO SENHOR: Um Ato de proclamação da ressurreição e volta do Senhor.

Por Nilson Pereira de Moura, pastor e bacharel em Teologia.

São duas as ordenanças de Jesus à sua Igreja: O batismo e a Ceia. A ceia do Senhor é uma cerimônia da igreja reunida, comemorativa e proclamadora da morte do Senhor Jesus Cristo, simbolizada por meio dos elementos utilizados: O pão e o vinho. Neste memorial o pão representa o corpo de Jesus Cristo dado por nós no calvário e o vinho simboliza seu sangue derramado. A ceia do Senhor deve ser celebrada pela Igreja até a sua volta. Tratarei a ceia sob duas perspectivas, à ceia inclusiva e a ceia exclusiva. A ceia inclusiva fundada na multiplicação dos pães e a exclusiva fundamentada na páscoa celebrada na saída do Egito (Êxodo 12:1-20) e na última Ceia do Senhor com seus discípulos narrada nos evangelhos sinóticos e no evangelho de João, para essa reflexão trago o texto de Marcos 6:30-40:

“Os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram-lhe tudo o que haviam feito e ensinado. E ele lhes disse: Acompanhai-me a um lugar deserto e descansai um pouco. Porque os que iam e vinham eram muitos, e eles não tinham tempo nem para comer. Assim, eles se retiraram de barco para um lugar afastado e deserto. Todavia, muitos os viram partir e os reconheceram; e, vindo de todas as cidades, correram a pé para lá e chegaram antes deles. Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e teve compaixão dela, pois eram como ovelhas que não têm pastor; e começou a ensinar-lhes muitas coisas. Como já era tarde, seus discípulos aproximaram-se dele e disseram: O lugar é deserto, e já é muito tarde. Manda-os embora, pra que possam ir aos campos e povoados em redor e comprem algo para comer. Ele, porém, lhes respondeu: Dai-lhes de comer vós mesmos. Então eles lhes perguntaram: compraremos duzentos denários de pão para dar-lhes de comer? Ao que ele lhes disse: Quantos pães tendes? Ide ver. Tendo-se informado, eles responderam: Cinco pães e dois peixes. Então lhes ordenou que fizessem todos se assentar em grupos sobre a grama verde. E eles se sentaram em grupos de cem e de cinqüenta. E, tomando os pães e os dois peixes, Jesus ergueu os olhos ao céu, abençoou os pães e os partiu. Em seguida, entregou-os aos discípulos para que os servissem; e também repartiu os dois peixes para todos. E todos comeram e ficaram satisfeitos. Em seguida, recolheram doze cestos cheios de pedaços de pão e de peixe. O número dos que comeram os pães foi de cinco mil homens”.

O texto relata um dos momentos da agenda de Jesus Cristo em relação aos excluídos da sociedade e também sem pastor, ou seja, sem uma liderança que cuidasse do povo. A figura do pastor na Bíblia é aquele que cuida do rebanho dando orientação, proteção e alimento. Jesus com esse ato demonstra compaixão para com um rebanho que necessitava ser incluído. Após voltar de uma missão de sucesso os discípulos (sempre lentos para compreenderem o que era a teologia inclusiva) propõem que Jesus despedisse da multidão largando-a a sua própria sorte. Então, Jesus mostra que tem outra agenda para o povo e manda que seus discípulos sejam os próprios provedores das necessidades tão urgentes dessa massa, no caso, o próprio pão. Essa postura se enquadra na teologia da assistência social que é ensinada por Jesus Cristo.

O segundo texto que trago se encontra em Mc 8:1-10 e seu paralelo em Mt 15:29-39:

“Naqueles dias, aglomerando-se de novo uma grande multidão e não tendo eles o que comer, Jesus chamou os discípulos e disse-lhes: Tenho compaixão desta multidão, porque já faz três dias que estão comigo, e não tem o que comer. Se eu mandá-los para casa sem comer, desfalecerão pelo caminho, e alguns vieram de longe. Então os discípulos lhes perguntaram: Onde alguém poderia arranjar pão para satisfazê-los aqui neste deserto? Jesus lhes perguntou: Quantos pães tendes? Responderam: Sete. Então mandou ao povo que se sentasse no chão; e tomando os sete pães, havendo dado graças, partiu-os e os entregou a seus discípulos para que os distribuíssem; e eles os distribuíram entre a multidão. Tinham também alguns peixinhos, pelos quais deu graças, ordenando que fossem distribuídos. Todos comeram e ficaram satisfeitos; e encheram sete cestos com os pedaços que sobraram. Cerca de quatro mil homens estavam ali. E Jesus mando-os para casa”.

Onde é narrada a segunda multiplicação de sete pães e alguns peixinhos, é um relato onde Jesus declara que tem compaixão pela multidão, ele afirma: “Tenho compaixão desta multidão, porque já faz três dias que estão comigo, e não tem o que comer” (v2). É uma ceia para todos os excluídos que estão à espera de um sinal de Deus. Os discípulos de Jesus mais uma vez põe dificuldades para atender a agenda de Cristo, dizendo: “Onde alguém poderia arranjar pão para satisfazê-los aqui neste lugar deserto?” (v4). Quando as pessoas vêem a Jesus não podem ser mandadas para casa sem ser atendidas em suas necessidades básicas (v3). Somente depois de saciada a fome do povo que era cerca de quatro mil, é que o Senhor os mandou para casa. Nos versos 8-9 é dito:

“Todos comeram e ficaram satisfeitos; e encheram sete cestos com os pedaços que sobraram. Cerca de quatro mil homens estavam ali. E Jesus mandou-os para casa”.

É de fato uma ceia inclusiva, na primeira multiplicação foram mais de cinco mil homens e na segunda mais de quatro mil homens sem contar as mulheres e crianças que foram incluídas e atendidas por esse milagre da inclusão que Jesus Cristo realizou.

 

Esses são acontecimentos que dão origem a uma teologia inclusiva e uma visão para que os discípulos de Senhor criem um espírito comunitário e solidário entre os primeiros cristãos primitivos que após sua conversão, demonstrada pelo arrependimento e pelo batismo em nome do Senhor Jesus Cristo, com recebimento do Espírito Santo para uma nova realidade de vida como é relatado em Atos dos apóstolos 2:42-47 // 4:32-35:

 

“E eles perseveravam no ensino dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada uma havia temor, e muitos sinais e feitos extraordinários eram realizados pelos apóstolos. Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e bens, e os repartiam com todos, segundo a necessidade de cada um. E, perseverando de comum acordo todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e simplicidade de coração, louvando a Deus contando com o favor de todo o povo. E o Senhor lhes acrescentava a cada dia os que iam sendo salvos”.

 

“A multidão dos que criam estava unida de coração e de propósito; ninguém afirmava ser sua alguma coisa que possuísse, mas tudo era compartilhado por todos. E com grande poder os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos havia imensa graça. Pois não existia nenhum necessitado entre eles; porque todos os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam o valor do que vendiam e o depositavam aos pés dos apóstolos. E se repartia a qualquer um que tinha necessidade”.

 

Esses relatos tratam do relacionamento e da natureza da igreja, não do memorial da ceia de celebração da morte e da ressurreição do Senhor Jesus Cristo, embora, não se possa descartar que o ato estivesse presente na comunhão e no partir do pão. Esses atos contemplavam também a teologia social da igreja, inclusive quando surge o primeiro problema entre as viúvas judias e a viúvas gregas. Depois de instituída a igreja como corpo de Cristo surge à necessidade da assistência social da igreja, o serviço de diaconia, enquanto os apóstolos dedicavam à pregação da Palavra e da oração. É isso que chamo de ceia inclusiva.

 

A ceia exclusiva que foi mencionada no inicio do texto deve ser um ato específico para todos os cristãos que compreenderam a graça, a misericórdia e o amor de Deus demonstrado na morte e na ressurreição do seu Filho Jesus Cristo. O apostolo Paulo ao tratar da ceia exclusiva, fala de dois momentos e de duas ceias: uma dos ídolos e demônios (1 Cor 8:1-13 // 1 Cor 10:14-22, em 1 Cor 11:17-34) e outra que é Ceia do Senhor (1 Cor11:17-34). Primeiro vejamos os textos sobre a ceia dos ídolos e dos demônios e depois o texto que trata da Ceia do Senhor:

 

“Quanto à carne sacrificada aos ídolos, sabemos que todos temos conhecimento. O conhecimento dá ocasião à arrogância, mas o amor edifica. Se alguém supõe conhecer alguma coisa, ainda não conhece até o ponto em que é necessário conhecer. Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido por ele. Portanto, quanto ao comer da carne sacrificada aos ídolos, sabemos que ídolo no mundo não é nada, e não há outro Deus, senão um só. Pois, ainda que existam os supostos deuses, seja no céu, seja na terra (assim como há muitos deuses e muitos senhores), no entanto, para nós há um só Deus, o Pai, de quem todas as coisas procedem e para quem vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual todas as coisas existem e por meio de quem também existimos. Entretanto, nem todos tem esse conhecimento. Há alguns que, acostumados até agora com o ídolo, quanto comem da carne sacrificada ao ídolo se contaminam, pois tem a consciência fraca. Contudo, não é a comida que nos recomendará a Deus; pois não ficaremos piores se não comermos, nem melhores se comermos. Mas, cuidado para que essa vossa liberdade não se torne em motivo de tropeço para os fracos. Porque, se alguém vir a ti, que tens conhecimento, comendo à mesa no templo de ídolos, não será ele incentivado, por ter a consciência fraca, a comer da carne sacrificada aos ídolos? Assim o fraco, teu irmão por quem cristo morreu, é destruído pelo teu conhecimento. Pecando dessa forma contra os irmãos e ferindo-lhes a consciência fraca, pecais contra Cristo. É por isso que, se a comida fizer meu irmão tropeçar, nunca mais comerei carne, para não lhe servir de tropeço” (1 Cor 8:1-13).

 

“Portanto, meus amados, fugi da idolatria. Digo isso a pessoas sensatas; julgai vós mesmos o que digo. Acaso o cálice da benção que abençoamos não é a comunhão do sangue de Cristo? Acaso o pão que partimos não é a comunhão do corpo de Cristo? Há somente um pão, e nós, embora muitos, somos um só corpo, pois todos participamos do mesmo pão. Observai o povo de Israel: por acaso os que comem dos sacrifícios não são participantes do altar? Será que estou dizendo que aquilo que é sacrificado ao ídolo é alguma coisa? Ou que o ídolo é alguma coisa? Não! Antes digo que as coisas que eles sacrificam, sacrificanam-nas a demônios, e não a Deus. E não quero que tenhais comunhão com os demônios. Não podeis beber do cálice do Senhor e do cálice de demônios. Não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa de demônios. Ou será que estamos provocando os ciúmes do Senhor? Por acaso somos mais forte do que ele?” (1 Cor 10:14-22).

A Ceia do Senhor em 1 Coríntios 11:17-34:

 

“Entretanto, não vos elogio nesta instrução que vos dou agora, pois as vossas reuniões causam antes mal do que bem. Porque, em primeiro lugar, ouço dizer que há divisões entre vós quando vos reunis como igreja; e em parte acredito nisso. E é até necessário que haja divergências entre vós, para que os aprovados se tornem manifestos em vosso meio. Portanto, quando vos reunis no mesmo lugar, não é para comer a ceia do Senhor. Pois quanto comeis, cada um toma antes a sua própria refeição. Assim, um fica com fome, e o outro se embriaga. Será que não tendes casas onde comer e beber? Ou desprezais a igreja de Deus e envergonhais os que nada tem? Que vos direi? Irei elogiar-vos? Não, nisso não vos elogio. Pois recebi do Senhor o que também vos entreguei: o Senhor Jesus, na noite em que foi traído, tomou o pão e, depois de ter dado graças, o partiu e disse: Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em memória de mim. Do mesmo modo, depois de comer, tomou o cálice, dizendo: Este cálice é a nova aliança no meu sangue. Fazei isto todas as vezes que o beberdes em memória de mim. Porque todas as vezes que comerdes deste pão e beberdes do cálice proclamais a morte do Senhor, até que ele venha. Por essa razão, quem comer do pão ou beber do cálice do Senhor de maneira indigna será culpado de pecar contra o corpo e sangue do Senhor. Examine, pois, o homem a si mesmo, e dessa forma coma do pão e beba do cálice. Pois quem come e bebe sem ter consciência do corpo do Senhor, come e bebe para sua própria condenação. Por causa disso há entre vós muitos fracos e doentes, e muitos que já morreram. Mas, se julgássemos a nós mesmos, não seríamos condenados. Quando, porém, somos julgados pelo Senhor, somos corrigidos, para não sermos condenados com o mundo. Portanto, meus irmãos, quando vos reunis para comer a ceia, esperai uns pelos outros”.

Conclui-se que os atos de Jesus Cristo quando da multiplicação dos Paes relatados nos evangelhos e da igreja embrionária são atos distintos, o primeiro, é quanto à teologia inclusiva de Jesus Cristo. Ele demonstra compaixão pela multidão dos sem pastor “pois eram como ovelhas que não têm pastor”. (Mc 6:34) e dos necessitados de assistência espiritual e material – “dai-lhes de comer vós mesmos”. (Mc 6:37). Era um povo excluído socialmente. A ação de Jesus é de acolhimento e de compaixão a todos os famintos.

 

O segundo momento é e o da vivência comunitária dos cristãos primitivos após a morte e ressurreição do Senhor. Quando se forma uma nova comunidade (Atos 2:37- 47 // 4:32-37), é visto um ato de solidariedade entre os novos crentes, não se tratando de um ato apenas memorial de Cristo, mesmo que, este, possa estar presente na vida comunitária. Os cristão aprenderam a praticar os ensinamentos do Senhor.

O terceiro momento é a instituição da diaconia “do serviço” social da igreja (Atos 6:1-7) dado ao surgimento dos primeiros problemas entre os cristãos de origem judaica e os de origem helênica. É então estabelecido o cuidado social da igreja em contexto de Jerusalém. Os relatos mencionados tratam primeiro de uma teologia de inclusão de toda a multidão indistintamente e da vivência dos primeiros convertidos ao Senhor (Atos 2:37-47) e não é a instituição da ceia em si, mas trata da natureza da igreja.

 

A instituição da Ceia do Senhor ocorre em outro momento distinto do acolhimento e da vivência comunitária. Ela é exclusiva para aqueles a quem o Senhor Jesus chamou para si e tendo aceito esse chamado participa do corpo do Senhor que é sua igreja mística, visível e invisível. O ato fundante encontra-se registrados nos evangelhos sinóticos e no Evangelho de João (13:1-20) e na carta do apóstolo Paulo aos Coríntios no capítulo 11:23-29. É na realidade uma doutrina de combate à ceia dos ídolos que os cristãos não deveriam participar por ser um ritual prestado aos demônios (1 Cor 8:1-13 // 1 Cor 10:14-22).

 

O entendimento mais aceito por parte das igrejas cristãs é o de que a Ceia deve ser celebrada por cristãos batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo após seu arrependimento e batismo (At. 2:38) e não por todos indistintamente, é um celebração dos cristãos. Embora que muitas instituições têm praticado a ceia inclusiva e exclusiva em um mesmo momento. Há, entretanto, de ter cuidado de não celebrar a ceia do Senhor de forma leviana, pois não há comunhão entre os seguidores dos ídolos, dos demônios e dos seguidores do Senhor Jesus Cristo. Em fim, a Ceia do Senhor é um ato memorial em gratidão a Deus em Cristo por sua morte substitutiva como O cordeiro que derramou seu sangue de uma vez por todas (Hebreus 10:1-17).

 

Nilson Pereira de Moura

Sobre Nilson Pereira de Moura

Nilson Pereira de Moura nasceu em 1957 na cidade de Posse-GO. É casado há 25 anos e pai de três filhos. É bacharel em Teologia, com concentração em Ministério Pastoral, pela Faculdade Teológica Batista de Brasília – FTBB (1999). Ordenado ao Ministério Pastoral pela Igreja Cristã de Brasília, em 09 de dezembro de 2001, em Concílio presidido pelo Pastor Júlio Borges de Macedo Filho. Foi posteriormente aprovado em Concílio Especial de reconhecimento de exame realizado pela ICB pela Ordem dos Pastores Batistas do Brasil, em 22 de setembro de 2009. Pastoreou como membro do Colegiado de Pastores na Igreja Batista do Jardim Paquetá, na cidade de Planaltina de Goiás, no período de março de 2008 até 13 de novembro de 2010, período que julga de extrema relevância para o seu Ministério Pastoral. Após essa experiência gratificante retornou à Primeira Igreja Batista de Sobradinho-DF (PIBS), onde ocorreu sua conversão em dezembro de 1980 e batismo em 23 de agosto de 1981. Permaneceu como pastor membro na PIBS de 14 de novembro de 2010 até 19 de julho de 2011, quando resolveu retornar à equipe pastoral da Igreja Cristã de Brasília em 24 de julho de 2011, onde foi recebido com grande alegria e unanimidade. É muito grato a Deus pela experiência adquirida na caminhada cristã. Em 18 de agosto de 2013 foi recebido como membro efetivo na Primeira Igreja Batista de Sobradinho – PIBS/DF. No dia 30 de novembro de 2014 retornou à Equipe Pastoral da ICB de copastor. Em 19 de abril de 2015 por aclamação, retornou a PIBS, na qualidade de membro efetivo. Servidor público federal, aposentado do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, onde ingressou em 03 de janeiro de 1979. Atuou na Área de Gestão de Pessoas da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda-SPE/MF, e na Secretaria de Patrimônio da União do Ministério do Planejamento – SPU/MP, no assessoramento técnico da ASTEC, em gestão de Pessoas. Posteriormente, exerceu a função de parecerista na Secretaria de Recursos Humanos – SRH/MP, tendo encerrado a sua participação no MPR na Subsecretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão, onde exerceu os cargos de Assistente, Assessor Técnico e Chefe de Divisão por vários anos. Encerrou sua carreira no IPEA ocupando a atribuição de Auditor substituto, na Auditoria Interna do órgão. Em paralelo, exerceu o cargo de Diretor de Administração e Finanças da Associação dos Funcionários do IPEA-AFIPEA, cargo pelo qual foi eleito para o Biênio 2011/12, acumulando também o cargo de Secretário-Executivo da AFIPEA-SINDICAL. Cargos exercidos até 30 de maio de 2013.