Eu Sou… sete afirmações essenciais

EVANGELHO DE JOÃO: VIDA PARA A CIDADE – Pastor Julio Borges Filho

Sermão 15: E U S O U… – SETE AFIRMAÇÕES ESSENCIAIS vários textos em João

Introdução:

– Um dos grandes problemas humanos é a crise de identidade: não saber quem é e para onde vai. Dei carona a uma moça e perguntei-lhe: “Para onde você vai?” E ela: “Para onde você me levar.”

 

– Em Êxodo 3:14, na revelação de Deus a Moisés, Ele identifica-se como EU SOU O QUE SOU (Javé), Aquele que é desde a eternidade, que existe por si mesmo, o criador dos céus e da terra, um Deus pessoal que acompanhará seu povo. O jovem Nazareno diz-se Filho de Deus, o Enviado por Ele, e no Evangelho de João ousa dizer várias vezes: EU SOU… Após a cena do lava-pés, Ele disse aos discípulos: Digo-vos isso desde já, antes que aconteça, para que, quando acontecer, creais que Eu sou. Mas o evangelista define esta afirmação com sete afirmações essenciais:

1ª) Eu sou o Messias…

2ª) Eu sou o pão da vida…

3ª) Eu sou a luz do mundo…

4ª) Eu sou a porta…

5ª) Eu sou o bom pastor…

6ª) Eu sou a ressurreição e ávida…

7ª) Eu sou o caminho, a verdade e a vida…

 

– Meditemos nestas afirmações do Evangelho, que é o próprio Jesus, para avivar nossa fé cristológica. E mais: para nos encontrarmos. Examinemos uma a uma rapidamente.

 

  1. Eu o sou, eu que falo contigo – João 4:26

– Uma esperança milenar e um mistério de Deus é revelado a uma mulher de vida fácil à beira de um poço em território mestiço, a Samaria.

 

– Trata-se do maior diálogo registrado de Jesus com uma mulher inteligente e conhecedora da história do seu povo.

 

  1. Eu sou o pão da vida; quem vem a mim jamais terá fome, e quem crê em mim jamais terá sede – João 6:35, 48-51

– Palavras de um Messias popular, mas não demagogo. Escandalizou a multidão que queria proclamá-lo rei por causa da multiplicação dos pães e peixes. O diabo usou o povo para desviar Jesus de seu propósito redentor. É a primeira tentação voltando-se num momento oportuno.

 

– Jesus Cristo é o verdadeiro alimento da vida: Quem de mim se alimenta por mim viera. Sem pão ninguém vive. Ele sustenta a vida. A vida verdadeira é inspirada e sustentada por Jesus e consiste numa íntima relação com Deus.

 

  1. Eu sou a luz do mundo, quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida – João 8:12, 24, 28, 56; 12:36-40

– Desde o início do seu evangelho João descreve Jesus, o logos de Deus, como a luz: A luz veio ao mundo e os homens amaram mais as trevas do que a luz por as suas obras eram más. Na escuridão, como enxergar? A afirmação de Jesus está relacionada à cerimônia de iluminação do templo na festa do tabernáculo: no anoitecer acendiam os candelabros que projetavam luz para toda a cidade.

 

– Nosso desafio é andar na luz: Deus é luz e não há nEle treva nenhuma. Se dissermos que mantemos comunhão com Ele e andarmos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. Se, porém, andarmos na luz como Ele na luz está, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus Cristo nos purifica de todo pecado – I João 1:5-7. Seguir, portanto, a luz é deixar-se iluminar por ela andando no seu caminho claro. Vós sois a luz do mundo…

 

  1. Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim será salvo. Entrará e sairá e achará pastagem – João 10:9

– Não uma porta, mas a porta, a única para a salvação. E em nenhum outro há salvação, pois debaixo do céu não há outro nome entre os homens pelo qual devamos ser salvos – Atos 4:12.

 

– Nas aldeias da Palestina haviam currais comuns que tinha uma forte porta. É porta da liberdade: de entrada e de saída para a verdadeira vida. Entrar e sair, ir e vir era a forma como os judeus entendiam uma vida segura e protegida. A vida com Cristo é livre e segura.

 

  1. Eu sou o bom pastor; o bom pastor dá a vida pelas ovelhas – João 10:14

– Há um déficit de esperança no mundo provocado pela crise de liderança. Jesus Cristo é o único líder que não tem os pés de barro. Ele deu a vida pelas ovelhas. Há muitos lobos e vagueiros rondando o rebanho.

 

– Nosso sonho: Então haverá um só rebanho e um só pastor.

 

  1. Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, mesmo que morra, viverá – João 11:25

– Jesus é vida para além da vida neste mundo. Ele venceu a morte e assegura a morte definitiva dela. Ele nos trouxe a vida eterna.

 

– Nada nos separará do amor de Cristo – Romanos 8:31-39 (um cântico da igreja primitiva).

 

  1. Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim – João 14:6

– Ele é o caminho em meio às encruzilhadas da vida: o caminho do amor. Quem O segue não se perde.

 

– Ele é a verdade que liberta: E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará – João 7:32.

 

Ele é a vida. É nosso padrão ético.

 

 

Conclusão:

– Sabemos quem é Jesus. Quem somos nós?

 

– A poesia “Quem sou eu” de Dietrich Bonhoeffer:

 

Quem sou?
Frequentemente me dizem que
saí do confinamento de minha cela
tranquilo, alegre e firme
como um senhor de sua mansão de campo.
Quem sou?
Frequentemente me dizem
que costumo falar com os guardiões da prisão confiada,
livre e claramente,como se eu desse as ordens.
Quem sou?
Também me dizem
que superei os dias de infortúnio
orgulhosa e amavelmente, sorrindo,
como quem está habituado a triunfar

Sou, na verdade, tudo o que os demais dizem de mim?
Ou sou somente o que eu sei de mim mesmo?
Inquieto, ansioso e enfermo,como uma ave enjaulada,
pugnado por respirar, como se me afogasse,
sedento de cores, flores, canto de pássaros,
faminto de palavras bondosas, de amabilidade,
com a expectativa de grandes feitos,
temendo, impotente, pela sorte de amigos distantes,
cansado e vazio de orar, de pensar, de fazer,
exausto e disposto a dizer adeus a tudo.

Quem sou? Esse ou aquele?
Um agora e outro depois?
Ou ambos de uma vez?
Hipócrita perante os demais
e, diante de mim mesmo, um débil acabado?
Ou há, dentro de mim, algo como um exército derrotado
que foge desordenadamente da vitória já alcançada?

Quem sou?
Escarnecem de mim essas solitárias perguntas minhas;
seja o que for,
Tu o sabes, ó Deus: sou Teu

– Que possamos dizer diante do EU SOU…: Seja eu quem for, tu sabes, Senhor, que eu sou teu.

Júlio Borges de Macedo Filho

Sobre Júlio Borges de Macedo Filho

PASTOR JULIO BORGES DE MACEDO FILHO Piauiense de Curimatá, 72 anos com 48 de pastorado, filho de Julio Borges de Macedo e Arquimínia Guerra de Macedo, é o sétimo filho de uma família de onze irmãos. Casou-se, há 48 anos no dia de sua ordenação ao ministério pastoral, com a professora Gislene Rodrigues Lemos de Macedo e tiveram quatro filhos: Juliene, Jusiel (falecido), Julinho e Julian. Agora Deus lhe deu a primeira neta chamada Sarah, de apenas 8 anos. Concluiu o curso de Bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, em Recife. Formou-se em 1969 e foi ordenado ao ministério pastoral no dia 22 de fevereiro do mesmo ano. Pastoreou as seguintes igrejas: Igreja Batista do Rio Largo – AL (1969 a 1972), Primeira Igreja Evangélica Batista de Teresina – PI (1972 a 1978), Primeira Igreja Batista de Ilhéus – BA (1978 a 1979), Terceira Igreja Batista do Plano Piloto – Brasília (1979 a 1989), Igreja Batista Noroeste de Brasília (interinamente em 1985), Primeira Igreja Batista de Curimatá – PI (interinamente em 2000), e desde 1989, a Igreja Cristã de Brasília. Tomou a iniciativa para a organização das seguintes igrejas: Primeira Igreja Batista de Picos –PI, Igreja Batista do Lago Norte – Brasília, Igreja Batista Noroeste de Brasília (hoje, Igreja Batista Viva Esperança), e a Igreja Cristã de Brasília. Ordenou cerca de 20 pastores e uma pastora, consagrou dezenas de diáconos e diaconisas por onde passou, e celebrou mais de 500 casamentos. É considerando no Distrito Federal um pastor de pastores. Líder denominacional foi presidente da Convenção Batista Alagoana, da Convenção Batista do DF (três vezes), do Conselho de Pastores Evangélicos dos DF (duas vezes); participou de vários organismos batistas como o Conselho de Planejamento e Coordenação da Convenção Batista Brasileira, das juntas administrativas do Seminário Teológico Batista Equatorial e do Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil; e por 20 anos foi professor da Faculdade Teológica Batista de Brasília ensinando as seguintes disciplinas: Estudos de problemas brasileiros, ética cristã, teologia pastoral, teologia contemporânea, ministério urbano, teologia bíblica do Antigo Testamento, e homilética. Como teólogo produziu muitos artigos, teses, e palestras nos mais diferentes lugares, e participou de muitos congressos, seminários, fóruns, retiros, entre eles o Congresso Internacional Lousane II realizado em Manila, Filipinas em 1989. Foi orador de várias assembléias convencionais, e pregou em muitos congressos e igrejas por todo o Brasil. Como poeta e escritor já gestou e publicou cinco livros (Missão da Igreja e responsabilidade social, Voando nas asas da fé, Um sonho coberto de rosas, Suave perfume, e Uma grande mulher), tem quatro prontos para publicação, e está grávidos de mais dez livros que espera escrever e publicar nos próximos oito anos. Na área política assessorou deputado Wasny de Roure, por muitos anos, tanta na CLDF como na Câmara dos Deputados; assessorou por pouco tempo os deputados distritais Peniel Pacheco e Arlete Sampaio; o Ministro da Educação, Cristovam Buarque, como chefe da Assessoria Parlamentar do MEC, e depois assessor parlamentar do Senador Cristovam Buarque. Nesta área produziu muitos escritos sobre os evangélicos e a política, fez inúmeras palestras, promoveu muitos seminários, e foi fundador e coordenador de vários fóruns, entre eles o Fórum Político Religioso do PT, o Fórum Religioso de Diálogo com GDF, o Fórum Cristão do PT Chegou a Brasília em junho de 1969 e, desde então, a elegeu como sua cidade do coração. Agora, aposentado, deseja dedicar-se a apenas duas atividades essenciais: pastorear graciosamente a Igreja Cristã de Brasília e Brasília, e escrever apaixonadamente. Sua grande ênfase ministerial tem sido o amor cristão, a graça maravilhosa de Deus revelada em Jesus Cristo, a responsabilidade social das igrejas e dos cristãos, e o ministério urbano da igreja.