O AMOR É ETERNO. 1 Coríntios 13:1-13

O AMOR É ETERNO. 1 Coríntios 13:1-13

Por Nilson Pereira de Moura, Bel em Teologia e pastor na equipe da ICB (28/8/2011).

O texto de 1 Cor 13 não deve ser lido separado dos capítulos 12 e 14. O capítulo 12 fala
sobre a diversidade dos dons espirituais (12.
1-11) e da unidade do corpo de Cristo –
a Igreja (12.12-31). O capítulo 14 fala sobre a superioridade do dom de profecia em
relação ao dom de
línguas, ou seja, de qualquer idioma. A profecia tem a função de
edificar, exortar e consolar a igreja (14.1-25). Quero destacar 14. 3-4 que diz:

Mas quem profetiza, fala aos homens para edificação, exortação e consolação. O que fala em uma língua edifica a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja”.

O capítulo 14 fala também sobre a necessidade da ordem no culto quando cada membro desse corpo for exercer seu dom (14.26-33 e 40). Entendido que o capítulo 13 não deve ser lido separado de 12 e 14, vamos voltar ao texto que lemos, o qual o apóstolo sabiamente coloca no centro da diversidade e do exercício dos dons espirituais em que ele diz que o amor é um dom superior, eterno e é dado por Deus.

A SUPERIORIDADE DO AMOR (1-3)

O caminho que ultrapassa todos os dons e o qual todos os membros da igreja devem buscar porque é superior, é o amor, porque Deus é amor como está escrito em 1 Jo 4:7-8

Amados, amemos uns aos outro, porque o amor é de Deus, e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, porque Deus é amor”.

Jesus Cristo é a manifestação do amor de Deus a nós pecadores, em Jo 3:16 é dito:

Porque Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Essa é a qualidade e prova da superioridade do amor de Deus por nós. Ele deu filho para que tivéssemos a vida eterna. Em resposta a esse amor diz o que devemos fazer em amor em resposta ao legalismos e a religiosidade que oprime (Mc 12:29-31:

Jesus respondeu: O principal é: Ouve, Israel “igreja”, O Senhor nosso Deus é o único Senhor. Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o coração, de toda a alma, de todo o entendimento e de todas as forças. E o segundo é este: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que esses”.

É diante dessa realidade e verdade é que Paulo escreveu (1 Cor 13.1 a 3)

Após falar da superioridade do amor, o apóstolo, passa a falar das qualidades do amor.

AS QUALIDADES DO AMOR (vv 4-7)

O cristão deve viver na dimensão de Deus que é altruísta e eterno. Ele deve desenvolver as qualidades do amor eterno, ou seja, começa aqui e vai até a eternidade. O amor eterno deve ser buscado e valorizado. Porque ele é:

  1. O amor é paciente;

  2. O amor é benigno;

  3. O amor não é invejoso;

  4. O amor não se vangloria;

  5. O amor não se orgulha;

  6. O amor não se porta com indecência “inconveniente”,

  7. O amor não busca os próprios interesses; 

  8. O amor não se enfurece “irrita” – Prov. 14:17 “Quem se irrita com facilidade cometerá erros, mas o homem discreto é paciente”;

  9. O amor não guarda ressentimento do mal “não guarda rancor” – PV 10:12 “O ódio causa brigas, mas o amor cobre todas as transgressões”;

  10. O amor não se alegra com a injustiça

  11. O amor congratula-se com a verdade “se alegra”;

  12. O amor tudo sofre “desculpa” “perdoa”;

  13. O amor tudo crê;

  14. O amor tudo espera – Rom 8:24-25 “Porque fomos salvos na esperança. Mas a esperança que se vê não é esperança; pois como alguém espera o que está vendo? Mas, se esperamos o que não vemos, com paciência o aguardamos”;

  15. O amor tudo suporta.

O amor praticado na dimensão verdadeira faz com que ele seja eterno. O amor deve inspirar os poetas, pastores e qualquer ser humano. Vinicius de Moraes canta o amor em seu – Soneto do Amor Eterno

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes e com tal zelo, e sempre e tanto
que mesmo em face do maior encanto
dele se encante mais meu pensamento.

Quero vive-lo em cada vão momento
e em seu louvor hei de espalhar meu canto
e rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou ao seu contentamento.

E assim quando mais tarde me procure
quem sabe a morte, angustia de quem vive
quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):

Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Concordo com quase tudo que dito nessa poesia. Ela de fato é linda, mas a meu ver Vinicius cometeu um engano quando diz que “Que não seja imortal, posto que é chama. Mas que seja infinito enquanto dure”. A chama não dura para sempre e a infinitude dele é “enquanto dure”, mas Deus é amor. É eterno, e se Deus é eterno, o amor dura para sempre. Essa é durabilidade do amor, a eternidade.

A DURAÇÃO DO AMOR (vv 8-13)

A Bíblia diz que o amor é ETERNO porque ele é nascido no coração de Deus, porque Deus é amor, como está escrito em 1 Jo 4:7-8:

Amados, amemos uns aos outro, porque o amor é de Deus, e todo aquele que ama é nascido de Deus e conhece a Deus. Aquele que não ama não conhece a Deus, por que Deus é amor”.

Paulo afirma: “O amor Jamais é vencido, nunca perece”. (13.8). Mas os dons desaparecerão por que não são eternos. O amor permanecerá agora e na eternidade com Deus. Vivendo nessa dimensão deixamos de ser crianças na fé e da conduta da vida, pois em Cristo passamos a ser maduros. (13.11).

CONCLUO usando as palavras do apóstolo Paulo em Gálatas 5.22-26:

Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, amabilidade e domínio próprio. Contra estas coisas não existe lei. Os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne juntamente com suas paixões e desejos. Se vivemos pelo Espírito, andemos também sob a direção do Espírito. Não nos tornemos orgulhosos, provocando-nos uns aos outros e tendo inveja uns dos outros”.

O amor deve ser o carro chefe dos dons que são para edificação, exortação e consolação em amor. Portanto, agora permanecem estes três: A fé, a esperança e o amor. Mas o maior deles é amor. (1 Cor 13.13).

 

Nilson Pereira de Moura

Sobre Nilson Pereira de Moura

Nilson Pereira de Moura nasceu em 1957 na cidade de Posse-GO. É casado há 25 anos e pai de três filhos. É bacharel em Teologia, com concentração em Ministério Pastoral, pela Faculdade Teológica Batista de Brasília – FTBB (1999). Ordenado ao Ministério Pastoral pela Igreja Cristã de Brasília, em 09 de dezembro de 2001, em Concílio presidido pelo Pastor Júlio Borges de Macedo Filho. Foi posteriormente aprovado em Concílio Especial de reconhecimento de exame realizado pela ICB pela Ordem dos Pastores Batistas do Brasil, em 22 de setembro de 2009. Pastoreou como membro do Colegiado de Pastores na Igreja Batista do Jardim Paquetá, na cidade de Planaltina de Goiás, no período de março de 2008 até 13 de novembro de 2010, período que julga de extrema relevância para o seu Ministério Pastoral. Após essa experiência gratificante retornou à Primeira Igreja Batista de Sobradinho-DF (PIBS), onde ocorreu sua conversão em dezembro de 1980 e batismo em 23 de agosto de 1981. Permaneceu como pastor membro na PIBS de 14 de novembro de 2010 até 19 de julho de 2011, quando resolveu retornar à equipe pastoral da Igreja Cristã de Brasília em 24 de julho de 2011, onde foi recebido com grande alegria e unanimidade. É muito grato a Deus pela experiência adquirida na caminhada cristã. Em 18 de agosto de 2013 foi recebido como membro efetivo na Primeira Igreja Batista de Sobradinho – PIBS/DF. No dia 30 de novembro de 2014 retornou à Equipe Pastoral da ICB de copastor. Em 19 de abril de 2015 por aclamação, retornou a PIBS, na qualidade de membro efetivo. Servidor público federal, aposentado do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada – IPEA, onde ingressou em 03 de janeiro de 1979. Atuou na Área de Gestão de Pessoas da Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda-SPE/MF, e na Secretaria de Patrimônio da União do Ministério do Planejamento – SPU/MP, no assessoramento técnico da ASTEC, em gestão de Pessoas. Posteriormente, exerceu a função de parecerista na Secretaria de Recursos Humanos – SRH/MP, tendo encerrado a sua participação no MPR na Subsecretaria de Planejamento, Orçamento e Gestão, onde exerceu os cargos de Assistente, Assessor Técnico e Chefe de Divisão por vários anos. Encerrou sua carreira no IPEA ocupando a atribuição de Auditor substituto, na Auditoria Interna do órgão. Em paralelo, exerceu o cargo de Diretor de Administração e Finanças da Associação dos Funcionários do IPEA-AFIPEA, cargo pelo qual foi eleito para o Biênio 2011/12, acumulando também o cargo de Secretário-Executivo da AFIPEA-SINDICAL. Cargos exercidos até 30 de maio de 2013.