Sermão especial: T R A N S G R E S S O R E S

Hebreus 11:1 e 3

Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não veem. Pois, pela fé, os antigos obtiveram bom testemunho. Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus, de maneira que o visível veio das coisas que não aparecem” –
Hb 11:1-3.

INTRODUÇÃO

Eu tive dificuldade na gestação deste sermão em escolher o tema. Poderia ser “Sonhadores” ou “Visionários”, e, ainda, “Traidores”. Mas optei por “Transgressores”.

– Nilton Bonder, em seu livro “A alma imoral”, com base na psicologia evolucionista e na teologia rabínica, afirma que o ser humano é um, mas tem dois elementos: o corpo e a alma. Enquanto o corpo luta pela sua preservação, a alma sonha com o eterno e, por isso, transgrede o estabelecido. Tanto que o único ser no mundo que transgrede o que está estabelecido é o homem. Portanto, a alma, diz ele, é imoral. E são os transgressores que movimentam a história.

– Há quatro tipos de pessoas que mudam o mundo: Os heróis, os gênios, os mártires e os santos. E há um ponto em comum entre eles: a transgressão. Os heróis, para salvar pessoas ou uma causa, são dominadores por uma coragem indômita; os gênios estudam, experimentam noites a dentro para descobrirem algo que transformará o mundo; os mártires dão suas próprias vidas por uma causa nobre e justa; e os santos renunciam tudo pela comunhão com Deus e para ajudar o próximo.

– Há duas formas de se transgredir. Uma é ruim, outra boa; uma é criminosa e a outra é visionária; uma escraviza e a outra liberta. Transgredir leis para praticar para roubar ou matar, é crime. Transgredir uma lei injusta para muda-la é ser revolucionário.

– Examinemos os arquétipos bíblicos e outros na história humana, que se moveram pela fé vendo o invisível e, por isso mesmo, alcançaram bom testemunho.

  1. TRÊS ESTÁGIOS NA CRIAÇÃO DO HOMEM – Gênesis (3 Arquétipos)

  1. Adão e Eva representam o rompimento de naturezas. Diferente dos outros animais eles descobrem que estão confinados no Jardim expostos ao desígnio absoluto da reprodução e a uma proibição a ser cumprida ou desobedecida. Quando Deus proíbe alguma coisa, abre-se a porta para a co-criação. Eles, após a desobediência, descobrem-se nus e inventam a moral. Tomam consciência de si mesmos e dão início a saga humana com suas coisas boas e más. É a história da maldição somada de violência, inveja, morte e corrupção, mas também de progressos e avanços. Em Gênesis ela termina com Noé e o dilúvio.

  1. Abraão representa o rompimento social. Nele a história é instaurada. Sua história pessoal começa com um comando “Sai da tua terra e da tua parentela e da casa de teu pai para a terra que eu mostrarei; de ti farei uma grande nação, e te abençoarei, e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção! Abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da terra” – Gn 12:1-3. O verbo “andar” que aparece no original de forma enfática, significa sai, rompe, trai. Abraão traiu a sua família e a sua cultura e abre as portas da história para as bênçãos divinas. Foi um homem extraordinário que, movido por uma grande fé, peregrinou, nunca morou nas imorais cidades cananeias, mas intercedeu por Sodoma desafiando Deus. E é interessante notar que Deus usa a cultura do seu tempo para prová-lo pedindo-lhe o filho da promessa, Isaque, em sacrifício no monte Moriá. A cultura da época permitia ao patriarca dispor da vida de qualquer pessoa em sua família. O caminho de ida, na companhia de seu filho e herdeiro do sonho que o movia, foi difícil. Kierkegaard, em seu livro “Temor e Tremor”, descreve sua angústia. E na hora do sacrifício que ele pega o cutelo para matar seu filho, o anjo de Deus intervém dando uma contra ordem: é proibido ao patriarca matar seus filhos. Nasce uma nova moral que abolia a antiga. O segredo de Abraão é que ele fez o bom no lugar do correto porque sonhava, segundo o escritor aos Hebreus, com a cidade que tem fundamentos e com a promessa de Deus.

  1. Jacó representa o rompimento com a família. É o transgressor na relação com o outro e traidor de relações pessoais no seio da família. Com a ajuda da mãe (símbolo do bom), rompe com seu pai (símbolo do correto), e na sua fuga e sofrimentos causados por essa traição funda a primeira família. Esta família se transformará em tribos e representa a verdadeira “multidão” prometida ao transgressor social Abraão. A tradição e a cultura da época dizia que o primogênito seria o herdeiro e guardador do nome e da história da família. Jacó não se conforma com isso, e movido por um comando, rouba a primogenitura do irmão Esaú e, e com a ajuda da mãe, Rebeca, símbolo do bom, roupa a bênção do velho pai, Isaque, símbolo do correto. E só na volta, com suas mulheres, filhos, servos e rebanhos, quando luta com Deus em tem o seu nome mudando de enganador para príncipe (Israel), e seu encontro bom com Esau, sua primogenitura é legitimada. Ele deu origem o povo de Deus do AT.

  1. NA HISTÓRIA DE ISRAEL – AT

  1. Moisés, o transgressor de si mesmo. Ele foi surpreendido fazendo coisas que nunca se julgou capaz de fazer. Preparado para ser um faraó do Egito, surpreendeu-se a se descobrir hebreu e foi capaz de matar e negar seus sonhos egípcios. Desterrado em Midiã, surpeende a si mesmo defendendo as filhos de Jetro. Casa-se com Zípora, e se surpreende com uma magia estranha no deserto: a sarça ardente que não se consumia. É lhe dada por Deus uma missão libertadora de seu povo que ele não se achava em condições de realizá-la. Diante de faraó, este lhe diz: “Mostre algo que te surpreenda”. E ele se surpreendeu mostrando as dez pragas. “Surpreender-se é a maior prova do poder do ser humano”, afirma Nilton Bonder. Trair a nós mesmos e nos surpreender conosco é algo de grande força. Os maiores pecados para a moral não são as tenções do corpo, mas os pecados da alma (capitulação). E a história do grande líder foi feita de surpresas. Diante do mar Vermelho, pressionado pelo exército de faraó e pela reclamação do povo, ele clama a Deus, e Deus lhe diz: “Por que clamas a mim, Moisés? Dize aos filhos de Israel que marchem”. É se indo pra frente que se movimenta a história e os obstáculos são vencidos. Outras surpresas: A Lei, após um jejum de 40 dias, a idolatria do povo, as cadornizes e o Maná, a água da rocha, etc. Moisés só foi desqualificado para cumprir cabalmente a sua missão, quando se deixou de surpeender quando Deus lhe diz “Fala à rocha”. E ele, irritado com a reclamação do povo, feriu a rocha duvidando da Palavra de Deus e se pondo no lugar DELE diante de uma nova geração de israelita.

  1. Davi, o transgressor de um reinado. Era um simples pastor de ovelhas, poeta, músico e cantor. Mas Samuel o ungiu Rei de Israel contra Saul. Corajoso, derrotou Golias e surpreendeu a todos: israelitas e filisteus. Foi morar com o rei e o acalmava com sua harpa nos acessos de loucura. Tornou-se amigo íntimo de Jônatas, filho de Saul, e teve de fugir quando o rei descobriu que tinha sido o escolhido por Deus. Era um homem segundo o coração de Deus pela sua sensibilidade e humildade. Teve problemas com os filhos e um, Absalão, se rebelou contra ele. Chorou amargamente a morte trágica do filho amado. Foi o maior rei de Israel e só falhou quando achou que podia tudo, inclusive tomar a mulher do próximo e manda-lo para a frente de batalha a fim de ser morto.

  1. Os profetas de Israel, transgressores do status quo. Eles eram alto falantes de Deus. Tinham um fogo no peito que só deixava de arder quando a voz era proclamada denunciando a exploração dos pobres pelos ricos, a idolatria nacional. Eram loucos de Deus e quase todos foram preses e mortos por causa do seu bom testemunho. Eram os revolucionários e profetas e não os acomodados sacerdotes que movimentaram a história de Israel.

  1. NO NOVO TESTAMENTO

  1. Jesus Cristo, o transgressor da história. Ele derrubou todas as barreiras culturais e preconceituosas de sua época. Denunciou corajosamente a hipocrisia e a exploração do povo no templo de Jerusalém. Provocava à esquerda e à direita. Para ele o futuro estava com o filho rebelde e fugitivo e não com o irmão mais velho, cumpridor do dever, mas sem entender a estratégia do amor. O amor estava no samaritano herege que parou para socorrer um homem ferido e desconhecido, e não com o sacerdote e o levita que passaram de largo. A verdadeira oração estava com o humilde publicano e não com o orgulhoso fariseu. A fé estava no Centurião de Cafarnaum e na mulher cananéia e não nas elites de Israel. Ele colocou o dedo na ferida da ambição humana quando disse “Que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma.” Ele disse no Getsêmane aos dorminhocos discípulos: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação…” A tentação era a tentação da acomodação. Tal vida não poderia ser vencida pela morte. Ele venceu a morte ressurgindo dentre os mortos unindo o céu e a terra, Deus e o homem.

  1. Paulo de Tarso, o transgressor do judaísmo. Perseguidor implacável da igreja, o fariseu zeloso da lei, consentiu na morte de Estevão, mas foi abalado em suas estruturas diante do eloquente testemunho do primeiro mártir do Cristianismo. Após cair do cavalo no caminho para Damasco, ficou cego, e começou a ver claramente. Foi o sistematizador da fé cristã e fundador de igrejas. Rompeu fronteiras, tornou-se o Apóstolos dos gentios, e fez com que o Cristianismo rompesse com o Judaísmo e se tornasse uma religião universal. Jesus Cristo era a sua paixão, tanto que escreveu: “Para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro.” Foi perseguindo, chicoteado, preso, julgado e condenado à em Roma. Pregou para plebeus, filósofos e reis. Vejam que página linda ele escreveu escrevendo aos Coríntios:

Pelo contrário, em tudo recomendando-nos a nós mesmos como ministros de Deus: na paciência, nas aflições, nas privações, nas angústias, nos açoites, nas prisões, nos tumultos, nos trabalhos, nas vigílias, nos jejuns, na pureza, no saber, na longanimidade, na bondade, no Espírito Santo, no amor não fingido, na palavra da verdade, no pode de Deus, pelas armas da justiça, quer ofensivas, quer defensivas; por honra e por desonra, por infâmia e por boa fama, como enganadores e sendo verdadeiros; como desconhecidos e, entretanto, bem conhecidos; como se estivéssemos morrendo e, contudo, eis que vivemos; como castigados, porém não mortos; entristecidos, mas sempre alegres; pobres, mas enriquecendo a muitos; nada tendo, mas possuindo tudo” – 2 Coríntios 6:4-10.

  1. Os cristãos primitivos, subversivos – Atos 17:6: “Estes que têm transtornado o mundo chegaram também aqui”. Assim relatou Lucas em Tessalônica. Por causa de confissão de “Cristo como Senhor”, muitos tiveram seus bens confiscados, foram mortos ou presos e desterrados. Viveram em cavernas e, diante da morte, enfrentavam as feras com um sorriso ou a fogueira com o V da vitória. Homens em mulheres dos quais o mundo não era digno, transformaram assim o mundo e a história humana.

  1. NA HISTÓRIA DA IGREJA

  1. Francisco de Assis, o traidor dos ricos. Estamos no século 11 celebrando o triunfo mundano da igreja. Os Papas viviam disputando o controle do mundo com os reis germânicos em guerras sangrentas. Muitos jovens morreram em nome da fé para satisfazer a ambição mundana dos papas. Santa Hildegarda acusou tudo isso de traição a Cristo e Joaquim das Flores previu a chegada de Francisco de Assis com estas palavras: “Sou apenas uma voz que vos chama… para receber aquele que vem depois de mim. E ele já está chegando.” Francisco, filho de um rico negociante de Assis, era um jovem alegre amante da vida e das festas. Um dia, porém, ouviu uma voz dizendo que ele não se afastasse da cidade e seria devidamente orientado. Num caminho perto de Assis ele encontrou um dia um leproso todo deformado. Seu corpo quis se afastar repugnado, mas sua alma fê-lo a se aproximar. De repente ele tira todo o dinheiro do bolso e entrega ao leproso e, num gesto dramático, beijou a mãe dele. Dai pra frente passou a cuidar dos leprosos, a viver da mendicância, e organizou sua ordem de jovens rebeldes e pobres de Assis. Tudo sem perder a alegria e a amizade com a natureza. Chamava o sol e a lua de irmãos e também os pássaros e animais. Movido de uma grande fé e uma grande compaixão revolucionou a igreja mundana e atraiu até os muçulmanos em guerra santa com os cavaleiros cristãos no tempo das cruzadas. Ele traiu os ricos, a sociedade e a igreja, e tornou-se o Apóstolo do amor e da paz. É a figura na história da igreja que mais se aproximou de Jesus.

  1. Martinho Lutero, o transgressor da Igreja Católica. Com o lema de “Somente a Escritura, somente a graça e somente a fé, Lutero se rebelou contra uma igreja corrupta que vendia indulgências para tirar almas do pulgatório. Suas 95 teses pregadas na porta de uma catedral provocou uma grande revolução que o a Reforma Protestante do século 16. Convidado pelas autoridades a se retratar, respondeu que não poderia ir contra sua consciência. E de um castelo escreveu o hino Castelo Forte do qual destaco uma estrofe: “Se temos de perder, os filhos, bens, mulher, embora a vida vá com nós Jesus está e dar-nos-á seu Reino.” Foi um homem extraordinário apaixonado pela graça de Deus e pela salvação pela fé.

  1. Martin Luther King Jr, o transgressor do status quo racial. Ele foi apenas um jovem pastor que sonhava pastorear um pequena igreja, mas, chamado pela dura realidade racial americana no sul dos Estados Unidos, tornou-se um líder extraordinário. Sua coragem e sermões faziam tremer o presidente na Casa Branca. Foi assassinado no púlpito enquanto pregava, mas deixou um testemunho marcante que transformou a grande nação americana. Quem assistiu o filme SELMA pode constatar isso de uma maneira eloquente e grandiosa. Sua carta da prisão em Birminghan é um documento histórico, rico teologicamente, sociologicamente, filosoficamente e psicologicamente. Ele a escreveu em papel higiênico em respostas a líderes judeus e cristãos que o acusava de extremista. Destaco o seguinte texto: “Quando passo pelo sul e vejo as ricas catedrais com seus monumentais prédios de educação religiosa, pergunto-me: Que tipo de gente está sendo formada ali. Onde estevam eles quando seus irmãos de cor eram perseguidos, presos, mortos e segregados? Se a igreja de hoje não recuperar o espírito sacrificial da igreja primitiva, renunciará a lealdade de milhões que a deixarão de lado como irrelevante clube social sem significado nenhum para o nosso século”. E termina a famosa carta assim: “No alto do Calvário três homens morrem pelos mesmo crime: extremistas. Dois eram extremistas da imoralidade e um extremista do amor. O mundo precisa mais do que nunca de extremistas criadores.”

CONCLUSÃO

Não somos heróis, nem gênios e nem mártires, mas somos chamados a sermos santos. “Sede santos, pois o Senhor vosso Deus é Santo”. E como tais s0mos desafiados a ver o invisível, a tolerar o intolerável e a vencer o invencível pela fé. Sucumbir à tentação da acomodação, jamais. Hoje eu me confesso um anarquista cristão porque só me conformo com o Reino de Jesus Cristo. Estou cansado dos desmando humanos. Como podemos nos conformar com a miséria e a pobreza, com a dor e com a morte, com as injustiças e a violência? Sonhar é preciso para que o invisível se torne realidade neste mundo.

– Devemos incentiva a rebeldia juvenil sem ser alienada, sonhar sempre sonhos grandes em sintonia com nossa alma afinada pelos ideais do Reino de Deus de justiça, paz e alegria no Espírito Santo – Rm 14:17. E colocarmos em prática o imperativo paulino de Romanos 12:1-3: “Rogo-vos, pois, irmãos, que apresenteis o vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. E não vos conformeis com este século, mais transformai-vos pela renovação da vossa mente para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”

– Oremos a Oração do Pai Nosso que Jesus nos ensinou. Orá-la sempre é nos desafiar sempre a sermos transgressores criativos seguindo o exemplo dessa nuvem de testemunhas do passado.

Júlio Borges de Macedo Filho

Sobre Júlio Borges de Macedo Filho

PASTOR JULIO BORGES DE MACEDO FILHO Piauiense de Curimatá, 72 anos com 48 de pastorado, filho de Julio Borges de Macedo e Arquimínia Guerra de Macedo, é o sétimo filho de uma família de onze irmãos. Casou-se, há 48 anos no dia de sua ordenação ao ministério pastoral, com a professora Gislene Rodrigues Lemos de Macedo e tiveram quatro filhos: Juliene, Jusiel (falecido), Julinho e Julian. Agora Deus lhe deu a primeira neta chamada Sarah, de apenas 8 anos. Concluiu o curso de Bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, em Recife. Formou-se em 1969 e foi ordenado ao ministério pastoral no dia 22 de fevereiro do mesmo ano. Pastoreou as seguintes igrejas: Igreja Batista do Rio Largo – AL (1969 a 1972), Primeira Igreja Evangélica Batista de Teresina – PI (1972 a 1978), Primeira Igreja Batista de Ilhéus – BA (1978 a 1979), Terceira Igreja Batista do Plano Piloto – Brasília (1979 a 1989), Igreja Batista Noroeste de Brasília (interinamente em 1985), Primeira Igreja Batista de Curimatá – PI (interinamente em 2000), e desde 1989, a Igreja Cristã de Brasília. Tomou a iniciativa para a organização das seguintes igrejas: Primeira Igreja Batista de Picos –PI, Igreja Batista do Lago Norte – Brasília, Igreja Batista Noroeste de Brasília (hoje, Igreja Batista Viva Esperança), e a Igreja Cristã de Brasília. Ordenou cerca de 20 pastores e uma pastora, consagrou dezenas de diáconos e diaconisas por onde passou, e celebrou mais de 500 casamentos. É considerando no Distrito Federal um pastor de pastores. Líder denominacional foi presidente da Convenção Batista Alagoana, da Convenção Batista do DF (três vezes), do Conselho de Pastores Evangélicos dos DF (duas vezes); participou de vários organismos batistas como o Conselho de Planejamento e Coordenação da Convenção Batista Brasileira, das juntas administrativas do Seminário Teológico Batista Equatorial e do Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil; e por 20 anos foi professor da Faculdade Teológica Batista de Brasília ensinando as seguintes disciplinas: Estudos de problemas brasileiros, ética cristã, teologia pastoral, teologia contemporânea, ministério urbano, teologia bíblica do Antigo Testamento, e homilética. Como teólogo produziu muitos artigos, teses, e palestras nos mais diferentes lugares, e participou de muitos congressos, seminários, fóruns, retiros, entre eles o Congresso Internacional Lousane II realizado em Manila, Filipinas em 1989. Foi orador de várias assembléias convencionais, e pregou em muitos congressos e igrejas por todo o Brasil. Como poeta e escritor já gestou e publicou cinco livros (Missão da Igreja e responsabilidade social, Voando nas asas da fé, Um sonho coberto de rosas, Suave perfume, e Uma grande mulher), tem quatro prontos para publicação, e está grávidos de mais dez livros que espera escrever e publicar nos próximos oito anos. Na área política assessorou deputado Wasny de Roure, por muitos anos, tanta na CLDF como na Câmara dos Deputados; assessorou por pouco tempo os deputados distritais Peniel Pacheco e Arlete Sampaio; o Ministro da Educação, Cristovam Buarque, como chefe da Assessoria Parlamentar do MEC, e depois assessor parlamentar do Senador Cristovam Buarque. Nesta área produziu muitos escritos sobre os evangélicos e a política, fez inúmeras palestras, promoveu muitos seminários, e foi fundador e coordenador de vários fóruns, entre eles o Fórum Político Religioso do PT, o Fórum Religioso de Diálogo com GDF, o Fórum Cristão do PT Chegou a Brasília em junho de 1969 e, desde então, a elegeu como sua cidade do coração. Agora, aposentado, deseja dedicar-se a apenas duas atividades essenciais: pastorear graciosamente a Igreja Cristã de Brasília e Brasília, e escrever apaixonadamente. Sua grande ênfase ministerial tem sido o amor cristão, a graça maravilhosa de Deus revelada em Jesus Cristo, a responsabilidade social das igrejas e dos cristãos, e o ministério urbano da igreja.