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“EU VEJO MORO E BOLSONARO COMO UMA COISA SÓ”

“EU VEJO MORO E BOLSONARO COMO UMA COISA SÓ”

Julio Borges Filho

Assim se expressou Rosângela Moro, esposa do ex-ministro da justiça. Talvez ela não esteja longe da verdade. Ambos fazem parte do mesmo projeto de poder político. Sem Moro não existiria o presidente Bolsonaro, e sem Bolsonaro não haveria o ministro Moro. Recordemos.

Sérgio Moro adquiriu fama como o juiz da Operação Lava Jato de Curitiba que perseguia os adversários políticos e era tolerante com os aliados. Usou a justiça para seu projeto político pessoal. Tirou Lula do caminho e desgastou o PT abrindo caminho para Bolsonaro. Fez campanha para ele com a toga autorizando a delação de Palocci na véspera da eleição e, eleito, Bolsonaro o premia como super ministro e avalista de seu governo. Sem Moro e a Lava Jato jamais o destemperado capitão chegaria à presidência. Ambos não têm escrúpulos: são “uma coisa só”, e estão a serviço do projeto neoliberal de direita arquitetado pelo Departamento de Justiça americano. O choque entre eles era inevitável porque ambos têm um projeto político pessoal. Moro leva vantagem por ser frio, mais preparado, dissimulado, calculista e tem o apoio da Rede Globo da qual é produto, e de parte da justiça. Bolsonaro revela-se autoritário, incompetente, subserviente, criador de conflitos, debochado, corrupto de alma por querer usar a máquina pública para persegui seus adversários e defender os seus corruptos filhos. Alimenta-se do ódio e da mentira. Foi eleito com mentiras (Fake News) e com um discurso de ódio e intolerância. Mas é autêntico: sempre foi assim. As pessoas que votaram nele não foram enganadas, mas, felizmente, muitas já pularam fora arrependidas. Apenas uma boiada o segue.

A briga dos dois é política e vem aí muita sujeira de ambos os lados, e isso em plena pandemia do COVID-19. Acho que isso é bom para o Brasil que foi enganado por um e por outro. O STF, o Congresso, os governadores e prefeitos dirigem o país em deriva em tempos de COVID-19 e trevas.

Júlio Borges de Macedo Filho

PASTOR JULIO BORGES DE MACEDO FILHO Piauiense de Curimatá, 72 anos com 48 de pastorado, filho de Julio Borges de Macedo e Arquimínia Guerra de Macedo, é o sétimo filho de uma família de onze irmãos. Casou-se, há 48 anos no dia de sua ordenação ao ministério pastoral, com a professora Gislene Rodrigues Lemos de Macedo e tiveram quatro filhos: Juliene, Jusiel (falecido), Julinho e Julian. Agora Deus lhe deu a primeira neta chamada Sarah, de apenas 8 anos. Concluiu o curso de Bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, em Recife. Formou-se em 1969 e foi ordenado ao ministério pastoral no dia 22 de fevereiro do mesmo ano. Pastoreou as seguintes igrejas: Igreja Batista do Rio Largo – AL (1969 a 1972), Primeira Igreja Evangélica Batista de Teresina – PI (1972 a 1978), Primeira Igreja Batista de Ilhéus – BA (1978 a 1979), Terceira Igreja Batista do Plano Piloto – Brasília (1979 a 1989), Igreja Batista Noroeste de Brasília (interinamente em 1985), Primeira Igreja Batista de Curimatá – PI (interinamente em 2000), e desde 1989, a Igreja Cristã de Brasília. Tomou a iniciativa para a organização das seguintes igrejas: Primeira Igreja Batista de Picos –PI, Igreja Batista do Lago Norte – Brasília, Igreja Batista Noroeste de Brasília (hoje, Igreja Batista Viva Esperança), e a Igreja Cristã de Brasília. Ordenou cerca de 20 pastores e uma pastora, consagrou dezenas de diáconos e diaconisas por onde passou, e celebrou mais de 500 casamentos. É considerando no Distrito Federal um pastor de pastores. Líder denominacional foi presidente da Convenção Batista Alagoana, da Convenção Batista do DF (três vezes), do Conselho de Pastores Evangélicos dos DF (duas vezes); participou de vários organismos batistas como o Conselho de Planejamento e Coordenação da Convenção Batista Brasileira, das juntas administrativas do Seminário Teológico Batista Equatorial e do Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil; e por 20 anos foi professor da Faculdade Teológica Batista de Brasília ensinando as seguintes disciplinas: Estudos de problemas brasileiros, ética cristã, teologia pastoral, teologia contemporânea, ministério urbano, teologia bíblica do Antigo Testamento, e homilética. Como teólogo produziu muitos artigos, teses, e palestras nos mais diferentes lugares, e participou de muitos congressos, seminários, fóruns, retiros, entre eles o Congresso Internacional Lousane II realizado em Manila, Filipinas em 1989. Foi orador de várias assembléias convencionais, e pregou em muitos congressos e igrejas por todo o Brasil. Como poeta e escritor já gestou e publicou cinco livros (Missão da Igreja e responsabilidade social, Voando nas asas da fé, Um sonho coberto de rosas, Suave perfume, e Uma grande mulher), tem quatro prontos para publicação, e está grávidos de mais dez livros que espera escrever e publicar nos próximos oito anos. Na área política assessorou deputado Wasny de Roure, por muitos anos, tanta na CLDF como na Câmara dos Deputados; assessorou por pouco tempo os deputados distritais Peniel Pacheco e Arlete Sampaio; o Ministro da Educação, Cristovam Buarque, como chefe da Assessoria Parlamentar do MEC, e depois assessor parlamentar do Senador Cristovam Buarque. Nesta área produziu muitos escritos sobre os evangélicos e a política, fez inúmeras palestras, promoveu muitos seminários, e foi fundador e coordenador de vários fóruns, entre eles o Fórum Político Religioso do PT, o Fórum Religioso de Diálogo com GDF, o Fórum Cristão do PT Chegou a Brasília em junho de 1969 e, desde então, a elegeu como sua cidade do coração. Agora, aposentado, deseja dedicar-se a apenas duas atividades essenciais: pastorear graciosamente a Igreja Cristã de Brasília e Brasília, e escrever apaixonadamente. Sua grande ênfase ministerial tem sido o amor cristão, a graça maravilhosa de Deus revelada em Jesus Cristo, a responsabilidade social das igrejas e dos cristãos, e o ministério urbano da igreja.

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