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O RETORNO DOS SADUCEUS

O RETORNO DOS SADUCEUS

Julio Borges Filho

Os saduceus eram, no tempo de Jesus, a aristocracia religiosa e sacerdotal que detinha o poder religioso, econômico e político graças a colaboração com o império romano. Seriam, politicamente, um Partido Nacional Liberal e Conservador. Jesus os incomodava e eles foram decisivos na conspiração que o levou a morte na cruz do Calvário. A expulsão dos banqueiros saduceus do templo de Jerusalém foi, segundo os evangelhos sinóticos, o estopim para tanto. Eles descendiam do grande sacerdote Sadoque do tempo de Davi e Salomão. A dinastia davídica acabou com o cativeiro babilônico e, com o retorno dos cativos, o império persa não permitiu a implantação do reinado, mas permitiu o governo sacerdotal na palestina. A dinastia de Sadoque continuou e os saduceus se organizaram em seita a partir do século 2 a.C em torno do segundo templo de Jerusalém, e acabou com a destruição do templo e de Jerusalém pelos romanos nos ano 70 que provocou a diáspora judaica..

Mas os saduceus estão de volta aqui no Brasil com as igrejas neopentecostais, especialmente a Igreja Universal do Reino de Deus, de Edir Macedo, e a Igreja Mundial, de Valdemiro Santiago. Estão sempre ao lado do poder e.  agora, neste tenebroso governo, colocam seus templos como comitês políticos para a inscrição de novos membros do partido que o presidente está organizando, o que é um abuso da liberdade religiosa. A IURD já é dona de um partido e agora quer uma boa fatia do novo partido. A ironia de tudo é que, como bons saduceus, eles não fazem nada de graça já que são igrejas que cultuam o deus Mamon. E mamon é a palavra hebraica para dinheiro. Portanto há dinheiro público nisso. Acho que, se Bolsonaro cair, eles mudem de lado rapidamente. São igrejas neoliberais num tempo neoliberal cujo Deus é o mercado quando se vende tudo e até almas humanas como revela Apocalipse 18 sobre a queda da Babilônia. É bom lembrar o grande Apóstolo Paulo quando escreveu: “O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males”. A doença dos saduceus tem o poder de contaminação e já está alcançando outras igrejas. Não crescem com a evangelização, mas com o proselitismo e, por isso, estão dentro do ai de Jesus contra a falsidade religiosa. Tal doença destrói a esperança na vida eterna (os saduceus não criam na ressurreição) e propaga o materialismo religioso  oferecendo a venda de indulgências em troca de prosperidade aqui agora.

Só Jesus Cristo, com o chicote nas mãos, pode resolver isso. Mas se ele voltasse como simples homem, a prisão, a tortura e a morte o esperariam. As mesmas forças das trevas que o levaram à morte estão em ação no mundo. Daí a triste constatação bíblica: “O mundo jaz no maligno”.

Júlio Borges de Macedo Filho

PASTOR JULIO BORGES DE MACEDO FILHO Piauiense de Curimatá, 72 anos com 48 de pastorado, filho de Julio Borges de Macedo e Arquimínia Guerra de Macedo, é o sétimo filho de uma família de onze irmãos. Casou-se, há 48 anos no dia de sua ordenação ao ministério pastoral, com a professora Gislene Rodrigues Lemos de Macedo e tiveram quatro filhos: Juliene, Jusiel (falecido), Julinho e Julian. Agora Deus lhe deu a primeira neta chamada Sarah, de apenas 8 anos. Concluiu o curso de Bacharel em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil, em Recife. Formou-se em 1969 e foi ordenado ao ministério pastoral no dia 22 de fevereiro do mesmo ano. Pastoreou as seguintes igrejas: Igreja Batista do Rio Largo – AL (1969 a 1972), Primeira Igreja Evangélica Batista de Teresina – PI (1972 a 1978), Primeira Igreja Batista de Ilhéus – BA (1978 a 1979), Terceira Igreja Batista do Plano Piloto – Brasília (1979 a 1989), Igreja Batista Noroeste de Brasília (interinamente em 1985), Primeira Igreja Batista de Curimatá – PI (interinamente em 2000), e desde 1989, a Igreja Cristã de Brasília. Tomou a iniciativa para a organização das seguintes igrejas: Primeira Igreja Batista de Picos –PI, Igreja Batista do Lago Norte – Brasília, Igreja Batista Noroeste de Brasília (hoje, Igreja Batista Viva Esperança), e a Igreja Cristã de Brasília. Ordenou cerca de 20 pastores e uma pastora, consagrou dezenas de diáconos e diaconisas por onde passou, e celebrou mais de 500 casamentos. É considerando no Distrito Federal um pastor de pastores. Líder denominacional foi presidente da Convenção Batista Alagoana, da Convenção Batista do DF (três vezes), do Conselho de Pastores Evangélicos dos DF (duas vezes); participou de vários organismos batistas como o Conselho de Planejamento e Coordenação da Convenção Batista Brasileira, das juntas administrativas do Seminário Teológico Batista Equatorial e do Seminário Teológico Batista do Norte do Brasil; e por 20 anos foi professor da Faculdade Teológica Batista de Brasília ensinando as seguintes disciplinas: Estudos de problemas brasileiros, ética cristã, teologia pastoral, teologia contemporânea, ministério urbano, teologia bíblica do Antigo Testamento, e homilética. Como teólogo produziu muitos artigos, teses, e palestras nos mais diferentes lugares, e participou de muitos congressos, seminários, fóruns, retiros, entre eles o Congresso Internacional Lousane II realizado em Manila, Filipinas em 1989. Foi orador de várias assembléias convencionais, e pregou em muitos congressos e igrejas por todo o Brasil. Como poeta e escritor já gestou e publicou cinco livros (Missão da Igreja e responsabilidade social, Voando nas asas da fé, Um sonho coberto de rosas, Suave perfume, e Uma grande mulher), tem quatro prontos para publicação, e está grávidos de mais dez livros que espera escrever e publicar nos próximos oito anos. Na área política assessorou deputado Wasny de Roure, por muitos anos, tanta na CLDF como na Câmara dos Deputados; assessorou por pouco tempo os deputados distritais Peniel Pacheco e Arlete Sampaio; o Ministro da Educação, Cristovam Buarque, como chefe da Assessoria Parlamentar do MEC, e depois assessor parlamentar do Senador Cristovam Buarque. Nesta área produziu muitos escritos sobre os evangélicos e a política, fez inúmeras palestras, promoveu muitos seminários, e foi fundador e coordenador de vários fóruns, entre eles o Fórum Político Religioso do PT, o Fórum Religioso de Diálogo com GDF, o Fórum Cristão do PT Chegou a Brasília em junho de 1969 e, desde então, a elegeu como sua cidade do coração. Agora, aposentado, deseja dedicar-se a apenas duas atividades essenciais: pastorear graciosamente a Igreja Cristã de Brasília e Brasília, e escrever apaixonadamente. Sua grande ênfase ministerial tem sido o amor cristão, a graça maravilhosa de Deus revelada em Jesus Cristo, a responsabilidade social das igrejas e dos cristãos, e o ministério urbano da igreja.

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